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Operação retira acampantes e pescadores da área do Parque Estadual do Cantão

09/06/2020 - Wanja Nóbrega/Governo do Tocantins

Dando prosseguimento às operações de fiscalização da pesca ilegal nos cursos d’água do Tocantins, uma operação conjunta entre técnicos do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) e o Destacamento de Polícia Militar Ambiental (DPMA) de Caseara percorreu vários trechos do rio Coco, lago do Paredão, lago Grande, Furo do Cicica e Projeto de Assentamento Manchete, pontos estratégicos de pescadores. Os trechos fiscalizados, por terra e água, estão localizados dentro do Parque Estadual do Cantão (PEC).

Segundo o gerente do PEC, Adailton Glória, durante o patrulhamento, realizado entre dos dias 4 e 7 de maio, a equipe se deparou com um acampamento irregular no interior do Parque. As pessoas abordadas alegaram desconhecer que se tratava de uma Unidade de Proteção Integral, onde é proibido esse tipo de atividade.  "Eles foram orientados a desmontar as barracas e se alojar em outra área fora do PEC", informa o gerente.

Ainda conforme Adailton Glória, outro acampamento foi localizado próximo do Furo do Cicica, cujo responsável estava com a família em um barco e alegou ter permissão para estar no local. Entretanto, como não há registro dessa permissão no banco de dados da Gerência do Parque, ele foi orientado a também deixar o local e foi notificado, tendo um prazo de dez dias (contados a partir do último dia 4) para apresentar a tal autorização.

No patrulhamento por terra, os fiscais abordaram dois pescadores ribeirinhos praticando a pesca amadora, usando apenas vara. Eles foram orientados sobre a Cota Zero vigente no Tocantins, que proíbe o transporte de qualquer quantidade de peixe e permitindo apenas o consumo no local de até cinco quilos por pessoa, desde que estejam com as licenças de pesca devidamente em dia.

O gerente do Parque informa ainda que durante o período da operação, em patrulhamento aquático pelo rio do Coco, no Projeto de Assentamento Macaúba e Praia do Amor, foram abordadas várias embarcações. Todos que praticava a pesca amadora e não possuíam documentos foram obrigados a suspender a atividade e quem estava em acampamento irregular, foram convidados a desmontar as barracas e deixar o local.

"Não foi lavrado nenhum auto de infração por crime ambiental e nem feitas apreensões durante a operação, que se concentrou em orientar as pessoas que estavam pescando ou acampando em locais proibidos sobre a legislação vigente, retirando-as desses locais", finaliza o gerente.

Denúncia

A única apreensão feita ocorreu no final da operação, quando os agentes já estavam retornando para a base e receberam uma denúncia anônima de pesca ilegal com redes no lago do Casé, região de Caseara. No local indicado, os agentes encontraram 250 metros de redes de várias malhas. Várias pessoas que estavam próximas ao local foram abordadas, mas nenhuma assumiu a propriedade do material predatório, que foi retirado do lago e levado para a sede da DPMA.