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Naturatins promove atividades na Semana dos Animais

04/10/2019 - Tânia Caldas/Governo do Tocantins

Como parte das comemorações da Semana dos Animais, o Ecotime, equipe de servidores voluntários do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) promoveu nesta quinta-feira, 3, no auditório do Instituto, a divulgação da campanha “A Natureza que o Naturatins Protege”. O evento teve como objetivo valorizar o trabalho de campo dos servidores do Órgão, bem como divulgar a importância de ações de proteção à fauna silvestre ameaçada de extinção, no Tocantins.

Na abertura do evento, a bióloga e inspetora de Recursos Naturais do setor de Fauna do Naturatins, Angélica Beatriz Corrêa Gonçalves, explicou as relações entre os temas escolhidos para a apresentação das palestras. “Recentemente enfocamos a saúde do servidor e hoje vamos destacar assuntos relativos à fauna silvestre e doméstica com a questão ambiental, porque em resumo destacamos a vida e os fatores que envolvem estas relações”, adiantou.

Na ocasião, a bióloga enfatizou ainda a importância da pesquisa científica do inspetor de Recursos Naturais e biólogo do Naturatins, Marcelo de Oliveira Barbosa, sobre a reprodução do pato-mergulhão, (Mergus octosetaceus) no Parque Estadual do Jalapão, que foi apresentada por meio de um vídeo. Ela também divulgou e convidou os presentes para acompanharem a programação das atividades para o período da tarde.

Na sequencia a médica veterinária, Grasiela Pacheco, disse que o Brasil lidera o ranking como país com maior biodiversidade do mundo. Segundo ela a biodiversidade está diretamente ligada ao tipo de bioma, a variação das espécies de animais e vegetais, ao clima e a temperatura, fatores que definem a biodiversidade. O estado do Tocantins também está à frente, com uma rica biodiversidade, em razão de 80% de o bioma ser formado por cerrado e 9%, por bioma amazônico.

“No Tocantins a predominância das espécies são dos biomas cerrado e amazônico, mas temos representantes de outros biomas. Do pantanal nós temos cervo - do - pantanal (Blastocerus dichotomus) e da caatinga temos ocorrência do tatu - bola (Tolypeutes tricinctus). A nossa função é proteger a fauna silvestre, que se divide em nativa, que ocorre no Brasil e exótica, de outros Países como o leão, a girafa ou a que ocorre apenas em um Estado, e por essa razão passa a ser exótica para nós”, esclareceu.

Juntamente com a veterinária Grasiela Pacheco, o zootecnista Daniel Albernaz apresentou as principais atividades do Cefau, com destaque para a recuperação, bem-estar e proteção da fauna silvestre, que se encontra em perigo iminente. “Nossos animais constantemente são vítimas de tráfico, maus tratos, atropelamentos e queimadas”, informou Albernaz.

Centro de Triagem de Animais Silvestres

No Cefau as espécies passam pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), ocasião que são identificadas, depois os que necessitam passam por tratamento. Após recuperação, e quando estão preparados são destinados a propriedades parceiras ou encaminhados à natureza. Outra frente de atuação do Cefau é referente ao Centro de Interpretação Ambiental (CIAMB), que tem como finalidade implantar e apoiar ações e campanhas educativas de proteção à fauna.

Quando ocorrem sensibilizações e interações práticas com a natureza, focadas preferencialmente nas espécies endêmicas, prioritárias, migratórias, em desequilíbrio populacional, sob pressão de caça e pesca, causadoras de impactos econômicos, de interesse comercial e de ocorrência em Unidades de Conservação da Natureza.

No período vespertino a programação contou com o documentário “O Valor da Vida”, que teve como proposta buscar entre os participantes, reflexões sobre a negligência humana e o preconceito em relação ao tratamento dado aos animais domésticos. A exibição mostrou o trabalho de uma ONG – Organização Não Governamental, em busca de adotantes para cães.

Ao assistir os filmes apresentados, o assistente administrativo da Regional de Lagoa da Confusão, José Inácio Spall, disse que teve sua visão ampliada sobre o meio ambiente. Achou muito interessante a pesquisa sobre o pato-mergulhão. Ele também afirmou que todos devem ter uma atenção especial com os animais. “Eu tenho uma cadela que está com 14 anos, hoje está cega, não escuta bem, mas é muito bem tratada, é como uma pessoa da família” frisou.