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Saúde mental do trabalhador é tema de palestra no Naturatins

01/10/2019 - Tânia Caldas/Governo do Estado

O Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), por meio do Ecotime, servidores voluntários que desenvolvem atividades da A2N - Agenda Ambiental do Naturatins promoveram nesta segunda-feira, 30, no auditório do órgão ambiental, uma roda de conversa com o psiquiatra Rafael Mota Balduino dos Santos.         

A atividade fez parte da programação alusiva ao Setembro Amarelo, mês que desde 2014, tem como pauta ações com o objetivo de despertar a população para a prevenção do suicídio, mal que atualmente, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) mata mais que a AIDS e a maioria dos tipos de câncer.

O vice-presidente do Instituto, Rafael Roque Felipe deu as boas - vindas e agradeceu a presença de todos, quando reforçou a importância do momento de conscientização entre os servidores que saíram de suas salas e foram obter mais conhecimentos sobre a saúde mental, desta forma contribuindo com o Ecotime, nas atividades da A2N - Agenda Ambiental do Instituto.

A componente do Ecotime, a arquiteta Nilza Verônica Amaral lembrou que há muitos anos o Naturatins está implementado a Agenda da Administração Pública, ação do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e neste contexto, o Naturatins implantou a A2N. “Um dos eixos da Agenda é relacionado à qualidade de vida do servidor público. Por esta razão optamos em trazer um profissional para nos relatar a importância da saúde mental no ambiente de trabalho”.

Na sua palestra o psiquiatra Rafael dos Santos chamou a atenção para a Síndrome de Burnout, ocasião que destacou os sintomas da doença que tem como características também o esgotamento físico e mental associado ao trabalho.  Estudos indicam que a Sindrome já afeta três em cada 10 brasileiros. 

O médico relata que atualmente a doença é algo quase que inevitável no meio de trabalho, devido às exigências no cumprimento de metas, prazos, estresse que ocorre em decorrência de cobranças que sempre são grandes. Já que normalmente surgem novas atividades. Os sintomas ocorrem em razão da exaustão emocional no trabalho.

“Há estudos que indicam que a Síndrome de Burnout é progressiva e torna-se crônica, Entre os sintomas, estão à fadiga, distúrbios do sono, aumento da pressão arterial, transtornos cardiovasculares, dores musculares e nas articulações, disfunção sexual, déficit de atenção e memória. Estes são sinais devem ser observados, porque vão evoluindo com o tempo, ou seja, um cansaço emocional nas atividades do dia a dia, no trabalho que podem chegar a uma doença grave”, enfatizou.

O psiquiatra ressalta que os efeitos vão evoluindo e passam a ser psicossociais, quando as pessoas ficam mais irritadas, ansiosas, deprimidas, desinteressadas e com sintomas comportamentais como o cinismo, muitas se isolam. “A pessoa não proporciona os resultados que normalmente tem no trabalho. São por estas razões que é necessário estabelecer estratégias para evitar estresse emocional e consequentemente impedir o adoecimento do profissional”, afirmou o médico.

População

Segundo dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos; para cada suicídio, há muito mais pessoas que tentam o suicídio a cada ano; a tentativa prévia é o fator de risco mais importante para o suicídio na população em geral; o suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos.