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Técnico do Naturatins participa de oficina no Ministério do Meio Ambiente

07/12/2017 - Tânia Caldas / Governo do Tocantins

Com o tema 2ª atualização das áreas prioritárias para a conservação, uso sustentável e repartição dos benefícios da biodiversidade bioma Amazônia, o Ministério do Meio Ambiente (MMA), por meio da Secretaria de Biodiversidade e Departamento de Conservação de Ecossistemas promoveram recentemente  oficina  técnica,  quando foram  definidos  os  alvos  e  metas  para  a  conservação. Entre os participantes esteve presente o diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Naturatins, Gilberto Iris de Oliveira, do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins).

Segundo a programação a oficina apresentou os alvos e metas que foram aplicados em um sistema de suporte à decisão, gerando o que foi denominado  de Mapa de Importância Biológica. O evento também contou com a realização de oficinas regionais, para delimitação as áreas propostas e a qualificação das áreas, indicando o que de cada área é relevante para proteger, as  oportunidades apresentadas pela área e suas ameaças.

O mapa final foi composto por 824 áreas, das quais 490, são áreas já  protegidas que são as unidades  de  conservação,  terras  indígenas  ou territórios  quilombolas  e  334  são  áreas  novas,  para  as  quais  foram  indicados diversos tipos de ações.

O processo para a 2ª Atualização das Áreas Prioritárias para a Conservação,  Uso Sustentável  e  Repartição  dos  Benefícios  da  Biodiversidade  Brasileira  está sendo realizado em cinco etapas de consulta sendo, a  1ª Etapa   uma  consulta ampla, realizada com o objetivo de avaliar os pontos positivos e negativos do processo  anterior  a  2006,  assim  como  a  efetiva  utilização  do  mapa  para  a implantação  das  ações  de  conservação  indicadas. 

Na Etapa II ocorreu a atualização de alvos e metas de conservação, quando foram definidos alvos para ambientes e processo aquáticos, ambientes e  processos  terrestres,  espécies como anfíbios, lagartos, aves e mamíferos, além do uso sustentável. O objetivo da Etapa III foi desenvolvimento de uma superfície de custos que indica a relativa dificuldade ou facilidade em implantar ações de conservação em uma área.

Biodiversidade

A Etapa IV abordou o tema Áreas de Uso Sustentável, que visa definir quais  as áreas mais  importantes  para  o  Uso  Sustentável  e  Repartição  dos  Benefícios  da Biodiversidade. Posteriormente acontecerão outras etapas previstas para o próximo ano.

O diretor relatou que a oficina foi muito relevante porque serviu para atualizar estas áreas prioritárias. Ele ressalta que a última atualização ocorreu ainda em 2007, época que se usava parâmetros não internacionais. Destaca que no Tocantins, por exemplo, existem áreas não prioritárias, que passarão a ser prioritárias.

“E outras que poderão ser utilizadas para pecuária, que serão reconhecidas e não mais serão impedidas da pratica de certos tipos de atividades. Com essas atualizações o beneficiado será a biodiversidade. Nesta oficina nos estudamos o bioma amazônica, mas terão outras como o cerrado. Foi um ganho muito importante para nós do Tocantins”, encerrou.

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